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Domingo, 30 de Maio de 2010

Os nossos conselhos sobre O TABACO

Os nossos conselhos sobre O TABACO

O tabaco é a causa de um número muito elevado de mortes prematuras no nosso País, como em todo o mundo aliás.

Milhares de pessoas consomem diariamente muitos milhares de cigarros, charutos, cachimbos, cigarrilhas. Muitas crianças e muitos jovens são consumidores de tabaco devido a várias causas, essencialmente sociais e comportamentais.

O número de fumadores passivos (aqueles que respiram o fumo dos outros) cresce a par do número de fumadores.

Muitos fumadores, querem deixar de fumar e não conseguem, outros não querem: outros ainda não tem outra hipotese senão fumar o tabaco dos colegas de trabalho ou dos familiares que fumam.

Aqui ficam algumas regras que se aplicam a todos:

1. O melhor de tudo é não começar a fumar. Se pensar "mas, todos os meus colegas fumam", seja diferente, seja original, e tente que os seus amigos venham a ser também originais.

2. Pense nas vantagens dos não fumadores: poupam dinheiro (o tabaco já está caro, mas embora não tanto como devia); têm um hálito mais fresco,e têm menos constipações; têm mais tempo de vida; têm menos probabilidades de vir a ter cancro no pulmão, nos lábios, na laringee ou na orofaringe, e também de vir a ter alguma doença cardiovascular, ou bronquite crónica e enfisema, com insuficiência respiratória.

3. Não pense "o tio José sempre fumou e durou até aos 90 anos": isso é a excepção, a regra geral não é assim, o fumador (ou a fumadora) morre 10 anos mais cedo do que os que não fumam. Pense se vale a pena arriscar.

4. Nunca é tarde para deixar de fumar. Vale a pena, tem tudo a ganhar. Tente sózinho, mas se não conseguir peça ajuda.

5. Deixar de fumar é duro e difícil, e alguns recaiem: pode-se tentar parar várias vezes antes de conseguir parar de vez. Arranje a vontade e acredite que vai valer a pena o esforço.

6. Não espere por começar a sentir-se mal, ou que o médico o obrigue. Páre assim que tomar consciência do que é ser fumador.

7. Ao fumar, pense no mal que isso lhe faz, e pense no mal que isso faz aos outros, os que não fumam, mas que quando estando junto de si também inalam o fumo: parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e outros. Esteja particularmente atento às crianças e às mulheres grávidas.

8. Se está grávida não fume, e convença o pai a não fumar: o pequeno ser que está dentro de si nem sequer se pode desviar do fumo que tanto mal lhe faz.

9. Se é fumador passivo tenha a coragem de dizer ao próximo "Não fume por favor, porque isso me incomoda". O seu direito a respirar ar puro é muito importante e tem de ser respeitado.

10. Se é fumador passivo começe a fazer valer os seus direitos: está a ajudar-se a si, a ajudar os outros não fumadores, e até ajuda os próprios fumadores, mesmo que eles o não reconheçam.


O TABACO
A RESPONSABILIDADE
DOS MARINHEIROS PORTUGUESES

Ao invocarmos o nosso passado virado para os Oceanos, ao recordarmos o papel que desempenhamos na difusão das culturas, na fusão das raças, na adopção de costumes, no alargamento da Fé e do Império… talvez alguns se esqueçam de outros factos de que não nos podemos orgulhar tanto. Naturalmente que neste texto apenas vou falar do que constitui o tema principal: o tabaco!


Na verdade o tabaco veio com os nossos marinheiros, dos trópicos, para Portugal.

Este costume estranho, de aspirar o fumo e depois de o expulsar em baforadas cinzento-azuladas, implantou-se em Portugal e generalizou-se na Corte.

Foi daqui, em meados do Sec. XVI, que um francês, ao tempo embaixador da França em Portugal na Corte de D. João III, levou o vício para o seu país.

Chamava-se o embaixador Jean Nicot, e do seu nome derivou a designação da substância mais agressiva para a saúde, existente no fumo do tabaco, a nicotina!

Fomos nós os responsáveis pelo tabaquismo na Europa, talvez este peso de consciência nos obrigue a colaborar na campanha anti-tabáquica.

Porquê esta campanha?

Escreverei nos próximos textos sobre alguns dos efeitos nocivos particulares do tabaco, mas agora apenas responderei porque:

- os fumadores têm menos 10 a 20 anos de esperança de vida
- os fumadores envelhecem precocemente
- os fumadores têm menos capacidade de esforço físico
- os fumadores têm menos interesse pelo sexo e menor capacidade sexual
- os fumadores têm mau-hálito e tosse
- e ainda por cima tudo isto, custa aos fumadores de 1 maço de cigarros por dia, cerca de 10 contos por mês!

É altura de começar a pensar que é imperioso deitar fora, definitivamente, os cigarros… pela sua saúde!

Prof. J. Gorjão Clara
Coordenador do Centro de Investigação
do INCP

 

FUMAR OU NÃO… A OPÇÃO É DE CADA UM


Quando lemos e ouvimos que em vários países do mundo se publicam leis contra os fumadores, quando nos locais de trabalho, restaurantes, lugares públicos, os fumadores são descriminados e punidos, lembro-me da opinião de um colega e amigo, infelizmente já falecido, que noutro contexto, dizia que a "lei da zurzidela" se dava mal com o nosso Povo.

De facto proibir, zurzir, discriminar… é um convite à revolta, à reacção contrária à que a proibição pretende impor. Por defeito ou qualidade somos assim.

Bastaria isto para que as campanhas contra o tabaco devessem evitar a "zurzidela", mas outras razões não menos importantes como o respeito pela liberdade individual, ou o paradoxo de não existirem leis rígidas, (ou existirem mas não serem cumpridas) em relação à poluição maciça, não só do ar respirável, como de todo o ambiente em que vamos conseguindo viver, levam-me a considerar que a campanha anti-tabáquica deverá apenas veicular a informação de como fumar faz mal.

A decisão ficará com cada um!

Por este motivo venho recordar que todos nós nascemos com uma carga genética que nos marca e que influi muito ou determina mesmo o aparecimento de várias doenças. A diabetes, a hipertensão arterial, o excesso de peso… são exemplos disso. Algumas medidas comportamentais poderão modificar o início ou gravidade dessas doenças, mas é muito dificil ou impossível impedir que se manifestem em maior ou menor grau.


O médico ao tratar a diabetes, por exemplo, actua no sentido de prevenir as conhecidas complicações da doença (insuficiência renal, baixa de visão, alterações dos nervos periféricos, doenças do coração, etc.). Na verdade o médico propõe com a medicação e a dieta, a prevenção possível das complicações de uma doença impossível de evitar.

Ora bem, a mensagem que quero deixar-lhe meu caro fumador, é que de todas as doenças as que são mais fáceis de evitar quer no seu aparecimento, quer no agravamento progressivo que tantas vêzes arrasta graves incapacidades físicas e intelectuais, são as doenças provocadas pelo tabaco.
As " doenças do tabaco" são as mais eficazmente evitáveis de todas as doenças que enchem os tratados de medicina… porque para tanto é suficiente deixar de fumar!

Prof. J. Gorjão Clara
Coordenador do Centro de
Investigação do INCP

 

A INTELIGÊNCIA E O TABACO



Referi-me a Jean Nicot o responsável pelo nome atribuído a uma das substâncias activas do tabaco: a nicotina.

Mas de facto a nicotina é apenas um dos produtos nefastos para a saúde, a que se expõe quem fuma ou quem vive na vizinhança dum fumador. Ao consumir-se, o tabaco produz monóxido de carbono e alcatrão, que ajudam às suas acções prejudiciais no organismo humano.

São estes três agentes que provocam a dependência física e psicológica que se traduz em irritabilidade, redução da memória, da inteligência, da concentração, da atenção, do interesse sexual.

Sem fumar, o dependente do tabaco "não funciona" e por isso atribui erradamente ao tabaco um efeito estimulante, pelo menos intelectual.

Na realidade ao saturar novamente os receptores das células cerebrais com nicotina, os sinais de privação do tabaco desaparecem e é possível recuperar a estabilidade emocional e voltar a usar as funções intelectuais.

Quero contudo esclarecer que o fumador, ao fumar, por causa do monóxido de carbono que se produz na combustão do tabaco, diminui a capacidade do sangue de conduzir oxigénio às células.

No nosso organismo as células mais sensíveis à diminuição do fornecimento do oxigénio, são as células do cérebro. Deste modo se o fumador recupera as capacidades intelectuais, estas serão muito provavelmente menores do que aquelas de que disporia se usasse o mesmo cérebro que a natureza lhe deu, convenientemente oxigenado.

O que lhe quero trasmitir em síntese nesta crónica, é que se é fumador, poderá aumentar o seu capital intelectual… se tiver força de vontade para deixar de fumar.


Prof. J. Gorjão Clara
(Coord. do Centro de Investigação do INCP)

O TABACO, A MÃE E O BEBÉ


Nos últimos 30 anos assistiu-se a uma mudança de hábitos nas mulheres. Até aos anos 60, fumar, era em comportamento quase exclusivo do homem. Algumas décadas antes era pouco aceite socialmente, que uma senhora fumasse.

A partir da década de 70 os homens começaram a fumar menos e as mulheres passaram a fumar mais. Como seria de esperar a incidência de algumas doenças aumentou nas mulheres, como o cancro do pulmão.

Mas o facto de a mulher jovem fumar criou um outro problema que transcende a fumadora. Refiro-me à mulher que fuma durante a gravidez. De facto fumar não faz só mal à futura mãe, tornando-a mais propensa à bronquite crónica, à sinusite, à dispepsia obrigando-a a tomar remédios potencialmente perigosos para o desenvolvimento do feto e reduzindo a sua capacidade física que deve manter-se alta durante toda a gravidez e em particular no esforço do parto.

A nicotina do sangue da mãe passa ao seu bebé e vai provocar-lhe alterações conhecidas. Quando a mãe está a fumar o coração do bebé bate mais depressa e o sangue que o alimenta e lhe conduz o oxigénio, leva alcatrão, monóxido de carbono e menos oxigénio. Não se sabe ainda a totalidade dos efeitos que estes factos provocarão no desenvolvimento psico-motor da criança e na susceptibilidade futura para determinado tipo de limitações ou de doenças.

O que se sabe com segurança é que as mães fumadoras têm maior risco de ver precocemente interrompida a sua gravidez ou de terem um parto antes do termo.

Sabe-se também que os bebés das fumadoras nascem com menos peso e que se atrasam no crescimento, se a mãe fumar durante o período de aleitamento.

É conhecido que algumas doenças alérgicas são mais frequentes nos filhos das mulheres que fumam durante a gravidez, com o eczema alérgico.

Também o tabaco parece ser responsável por problemas de comportamento nos 3 primeiros anos de desenvolvimento da criança (agressividade, oposição, agitação).

A mensagem desta crónica não será só "não fume pela sua saúde", mas também…por quem lhe é mais querido: o seu futuro bebé!



Prof. J. Gorjão Clara
(Coordenador do Centro
de Investigação do INCP)

publicado por terramena às 17:42

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