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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

INFARTO DO MIOCÁRDIO E NITROGLICERINA

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INFARTO DO MIOCÁRDIO E NITROGLICERINA

CURIOSIDADES

No passado, até o início do século vinte, o termo infarto do miocárdio não era de uso comum. Até então, denominavam o quadro clínico que hoje corresponde ao do infarto do miocárdio de "angina do peito", que vem do latim angor, que significa medo. Portanto, angina do peito é dor no precordio que dá medo.

Quando alguém sentia as dores da angina e não morria, denominavam o quadro clínico de falsa angina.
 

A falsa angina - era a dor precordial que cedia com o repouso ou então que não levava o paciente à morte.
A verdadeira angina do peito - era a dor que terminava na morte do paciente.

Na época, diziam que a verdadeira angina mata, e a falsa angina, embora se manifeste por sintomas semelhantes, não era fatal. Todas as dores eram denominadas de angina, quando matava era denominada de verdadeira; se o doente sobrevivia era a falsa angina. Hoje em dia, não se usam mais estes dois termos que foram substituídos por:
 

Infarto do miocárdio
Angina

A falsa angina de então é, hoje, o que se chama de angina pectoris ou angina do peito ou simplesmente angina.

A verdadeira angina era o que atualmente denominamos de infarto do miocárdio, com as suas alterações no eletrocardiograma, alterações laboratoriais, radiológicas e manifestações clínicas sugestivas de infarto do miocárdio. O infarto do miocárdio, embora seja uma moléstia grave, na maioria dos casos, não é sinônimo de morte.

Devido a esta confusão de termos, algumas pessoas, ainda hoje, relatam que um de seus ancestrais morreu de angina do peito. Como sabemos, a angina do peito não costuma ser fatal e provavelmente essas pessoas faleceram de infarto. Pelo mesmo motivo, existem pessoas que afirmam ter sofrido diversos infartos do miocárdio. Ao serem examinadas, o seu eletrocardiograma não revela as cicatrizes e, na necropsia, não há seqüelas ou cicatrizes de infarto no passado.

Sobre Nitroglicerina e Medicamentos

Hoje em dia, o medicamento de escolha para tratar a angina do peito é a nitroglicerina (ou trinitrina) e seus derivados.

A Nitroglicerina foi descoberta em fins do século XVIII, pelo químico Ascanio Sobrero. Misturando glicerina, ácido sulfúrico e ácido nítrico, ele descobriu a nitroglicerina, substância altamente explosiva e de manuseio muito perigoso. O interesse de Alfred Nobel pela Nitroglicerina vem do fato de seu pai, Immanuel Nobel, ter sido fabricante de bombas e minas marítimas à base de pólvora, usadas principalmente pelo exército russo na guerra da Criméia. Alfred Nobel e Ascanio Sobrero se conheceram e se tornaram amigos em Paris. Nobel viu na nitroglicerina um futuro promissor e iniciou as suas investigações principalmente com finalidades bélicas.

Ascanio Sobrero já havia observado que a substância por ele descoberta provocava dores de cabeça. Sabe-se hoje que essas dores de cabeça são provocadas pela dilatação dos vasos cranianos. Do mesmo efeito vasodilatador sobre as artérias coronárias valem-se os pacientes acometidos de doença isquêmica do coração para aliviar as crises de angina do peito.

Quem primeiro descreveu os benefícios da nitroglicerina para os cardiopatas foi o médico inglês Lauder Brunton em 1867. Nos primórdios do uso da nitroglicerina, ela era usada tanto para o tratamento das dores da angina como para fazerem o diagnóstico diferencial entre a falsa e a verdadeira angina. Afirmavam que a nitroglicerina só era eficaz para a falsa angina, na verdadeira angina ela era considerada ineficaz.

Atualmente, embora os conceitos para angina e infarto tenham mudado, essa observação dos primórdios de eficácia ou não da nitroglicerina ainda é válida. Se um paciente apresentar dor anginosa que não ceder com nitroglicerina de imediato, suspeita-se da existência de um infarto. Nem sempre é fácil fazer o diagnóstico diferencial entre infarto e angina em bases puramente clínicas, somente se observando os sinais e sintomas do paciente, e o recurso de há mais de cem anos de observar se a dor passa ou não com o uso do medicamento ainda é usado pelos médicos de hoje.

Quase todos os medicamentos atualmente usados para dilatar as coronárias são derivados da nitroglicerina.

É curioso que, em 1890, quando Alfred Nobel, que vivia em Paris, aos 57 anos de idade, teve de seu médico a prescrição de Trinitrina, tenha de início recusado o tratamento. É dele a seguinte frase em carta escrita a seu assistente:

"Meus problemas cardíacos me manterão em Paris por mais alguns dias, até que meus médicos estejam de acordo quanto ao meu tratamento imediato. Não é uma ironia do destino que me tenham prescrito nitroglicerina para tomar? Aqui a chamam de trinitrina, para não assustarem os farmacêuticos e o público".

As experiências de Nobel com a nitroglicerina visavam primariamente a dar segurança ao seu uso. Fazendo experiências, Nobel descobriu que, misturando nitroglicerina com sílica e outros aditivos, formava-se uma massa moldável, que patenteou, em 1867, com o nome de dinamite. Isso deu origem às famosas bananas de dinamite até hoje em uso.

A sua descoberta e a exploração industrial do seu invento fizeram de Alfred Nobel um homem rico. Deixou sua fortuna, depois de sua morte, para a Fundação Nobel, patrocinadora do Prêmio Nobel em diversas ciências.

Por sua vez, Nobel pagou um alto preço no caminho dessas pesquisas. Em uma de suas experiências, aconteceu uma explosão que matou seu irmão Emil, dez anos mais moço.

Jorge silva

 

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publicado por terramena às 17:26

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