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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010

CEDER OU NÃO CEDER?

A incapacidade por parte dos pais em impor limites claros aos mais novos está a ter consequências catastróficas. Numa tentativa de compensar os filhos, às vezes não sei bem de quê, os pais dão, dão e dão. "A minha filha, que tem 2 anos e 9 meses, tem sido criada pelos avós. Como eles fazem tudo o que ela quer, esta faz birras constantemente. Como mãe acabo também por ceder aos seus comportamentos, fazendo tudo o que ela quer. Sinto-me mal com isto, porque sei que estou errada. O que fazer?" Cláudia M. Errar não tem mal; o que tem mal é persistir no erro, sobretudo quando se tem plena consciência de que este está a ser continuamente repetido. Nesta situação concreta, acredito que esta mãe, à semelhança de muitas outras, só é permissiva em termos educacionais porque não tem a noção exacta do que isto pode implicar. A incapacidade por parte dos pais em impor limites claros aos mais novos está a ter consequências catastróficas. Numa tentativa de compensar os filhos, às vezes não sei bem de quê, os pais dão, dão e dão. Dão o que têm e não têm, trabalham horas a fio para lhes dar umas sapatilhas ou umas calças de uma marca substancialmente cara e, no fim, constatam que os filhos não fazem nada pela vida e são verdadeiramente ingratos. Face a isto, perguntam os pais: mas porquê? A resposta está à vista: dar não chega. É preciso exigir. Sem exigência não há crescimento, não há autonomia, não há responsabilidade... Não é por acaso que nas escolas os professores se queixam que os meninos estão cada vez mais infantis e irresponsáveis. As famílias são cada vez menos numerosas e as crianças podem ser tratadas como verdadeiros príncipes, pois os pais têm capacidade para fazer tudo, não necessitando obrigatoriamente da colaboração dos filhos para a realização de tarefas, nas quais, no passado, estes eram envolvidos, nomeadamente tomar conta dos irmãos. Claro está que não há bela sem senão, uma vez que é óptimo as crianças estarem mais protegidas, mas, por outro lado, como nada lhes é exigido, ficam autênticos bebés, mesmo quando em termos etários era suposto que já tivessem alguma autonomia. Não é por acaso que atrás referi que, em termos educativos, a permissividade é uma verdadeira catástrofe... Digo-o porque o constato dia a dia na minha prática profissional. São muitos os pais, sobretudo quando os filhos chegam à adolescência, que analisam o erro do passado e concluem que deveriam ter sido mais rigorosos na imposição de regras e limites. O número de pais que aos 12, 13 anos assumem a sua incapacidade para controlar os filhos é demasiado grande para não nos questionarmos... Que posso eu dizer a esta e a muitas outras mães que, na altura de dizer "não", acabam, em resultado da pressão dos filhos, por dizer "sim"?... Digo que não estão a ajudar os vossos filhos a crescerem equilibradamente, que é preciso limites para desenvolver o sentido de responsabilidade e autonomia, que a falta de regras não é promotora de uma boa auto-estima. Que posso dizer mais? Que vejo todos os dias filhos desorientados, porque lhes faltou ouvirem a palavra "não"... Num atendimento realizado recentemente com uma jovem de 18 anos que tentara suicidar-se, esta disse-me algo muito curioso: "Transmitiram-me sempre uma visão tão cor-de-rosa da vida, que não fui capaz de lidar com esta primeira grande contrariedade que me surgiu." Queremos tanto que os nossos filhos sejam felizes que, nesta tentativa de os pouparmos, esquecemo-nos de que é fundamental aprenderem a lidar com a frustração e com as barreiras que naturalmente fazem parte da vida. Resta acrescentar que, quando os avós deseducam, aos pais cabe a missão de, obrigatoriamente, educarem! Partilhar

publicado por terramena às 14:25

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Toxicodependência: o melhor é prevenir!

Este trabalho deve iniciar-se muito cedo, mais concretamente entre os 3 e os 5 anos, fase do desenvolvimento muito importante no que se refere aos comportamentos e atitudes apreendidos pelas crianças.
Frequentemente e de uma forma espontânea, os pais expressam o receio de que os filhos enveredem pelos caminhos da droga. A expressão deste sentimento ocorre geralmente na adolescência, fase em que o trabalho preventivo já deveria ter sido desenvolvido. Este trabalho deve iniciar-se muito cedo, mais concretamente entre os 3 e os 5 anos, fase do desenvolvimento muito importante no que se refere aos comportamentos e atitudes apreendidos pelas crianças.

Nesta faixa etária, não faz sentido haver discursos sobre o consumo de drogas, devendo a prevenção ser entendida como um processo de educação para a saúde, em que a importância do corpo, da saúde e da alimentação equilibrada deve ser amplamente transmitida. É importante sublinhar que, nesta etapa de desenvolvimento, temos um aliado poderoso para a nossa acção: a curiosidade natural das crianças. A famosa idade dos 'porquês' deve ser aproveitada para, de uma forma simples, concreta e verdadeira, esclarecer as dúvidas que a criança possa apresentar.

Um dos maiores contributos que os pais podem dar na educação dos filhos é ajudá-los a gostarem de si próprios. Para ajudar a criança a desenvolver uma boa auto-estima é fundamental estabelecer com ela uma relação próxima e carinhosa, impor limites e transmitir regras claras de comportamento. Quando falamos no bem-estar infantil, acabamos sempre por tocar na importância da definição das regras. Esta definição é fundamental para a criança saber até onde pode ir, o que lhe é permitido e o que não é, assim como o que é esperado e o que não é esperado que faça. As regras devem ser consistentes e evoluir à medida que a criança vai crescendo e as punições que resultem da sua violação devem ser razoáveis e proporcionais. Falar nestas questões, embora à primeira vista possa não parecer, é falar em prevenção do consumo de substâncias tóxicas.

Um dos aspectos que mais angustiam os pais actualmente e que mais sentimentos de culpa geram é a falta de tempo para estar com os filhos. Quando confrontada com esta angústia, procuro sublinhar que mais importante que a quantidade de tempo que se passa com os filhos é a qualidade desse mesmo tempo. Por isso, é fundamental reservar alguns momentos especiais em que se possa estar a cem por cento com eles. Estas situações especiais são fundamentais para construir laços fortes e para potenciar momentos de partilha de ideias, de sentimentos e de experiências.

Os pais devem também falar com os filhos sobre a importância de tomar boas decisões e treinar com eles a tomada dessas mesmas decisões, tendo como referência os seguintes passos: face a um problema, enunciar as várias soluções possíveis; seguidamente fazer a lista das consequências positivas e negativas de cada uma delas; e, por fim, escolher a melhor opção. Falar com os filhos sobre a importância de aprender a dizer não e treinar formas de o fazer, partindo de situações desconfortáveis, é outro aspecto importante que não deverá ser esquecido pelos educadores.

Como deve ter reparado, poucas vezes foi referido o tema 'drogas' na exposição que agora termina, pelo facto de também eu considerar que 'o problema essencial não são as drogas, são as pessoas, a maneira como se sentem, vivem e escolhem...'.

Bibliografia:
'Garanta a independência dos seus filhos'.Guia de prevenção para pais e educadores de crianças dos 3-9 anos. Instituto da Droga e da Toxicodependência.
publicado por terramena às 14:21

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Terça-feira, 29 de Junho de 2010

hipertensão arterial

     
 

A hipertensão arterial é um reconhecido factor de risco das doenças cardiovasculares.

 
     
 
 

Em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos. Destes, apenas metade tem conhecimento de que tem pressão arterial elevada, apenas um quarto está medicado e apenas 16 por cento estão controlados.

Hoje sabe-se que a adopção de um estilo de vida saudável pode prevenir o aparecimento da doença e que a sua detecção e acompanhamento precoces podem reduzir o risco de incidência de doença cardiovascular.

Como se define a hipertensão arterial?

Designam-se de hipertensão arterial todas as situações em que se verificam valores de tensão arterial aumentados. Para esta caracterização, consideram-se valores de tensão arterial sistólica superiores ou iguais a 140 mm Hg (milímetros de mercúrio) e/ou valores de tensão arterial diastólica superiores a 90 mm Hg.

Com frequência, apenas um dos valores surge alterado. Quando os valores da “máxima” estão alterados, diz-se que o doente sofre de hipertensão arterial sistólica; quando apenas os valores da “mínima” se encontram elevados, o doente sofre de hipertensão arterial diastólica. A primeira é mais frequente em idades avançadas.

Quais as causas da hipertensão arterial?

Na maior parte dos casos (90 por cento), não há uma causa conhecida para a hipertensão arterial, embora em algumas situações seja possível encontrar uma doença associada que é a verdadeira causa da hipertensão arterial. Por exemplo: a apneia do sono, a doença renal crónica, o hiperaldosteronismo primário, a hipertensão renovascular, a síndroma de Cushing ou terapêutica esteróide, a feocromocitoma, a coarctação da aorta ou a doença tiroideia e paratiroideia.

A hereditariedade e a idade são dois factores a ter também em atenção. Em geral, quanto mais idosa for a pessoa, maior a probabilidade de desenvolver hipertensão arterial. Cerca de dois terços das pessoas com idade superior a 65 anos são hipertensas, sendo este o grupo em que a hipertensão sistólica isolada é mais frequente.

Quais são os factores de risco?

  • Obesidade;
  • Consumo exagerado de sal e de álcool;
  • Sedentarismo;
  • Má alimentação;
  • Tabagismo;
  • Stress.

Como prevenir a hipertensão arterial?

A adopção de um estilo de vida saudável constitui a melhor forma de prevenir a ocorrência de hipertensão arterial.

Entre os hábitos de vida saudável sublinha-se a importância de:

  • Redução da ingestão de sal na alimentação;
  • Preferência por uma dieta rica em frutos, vegetais e com baixo teor de gorduras saturadas;
  • Prática regular de exercício físico;
  • Consumo moderado do álcool (um máximo de 30 ml etanol/dia nos homens e 15 ml/dia para as mulheres);
  • Cessação do hábito de fumar;
  • No caso dos indivíduos obesos é aconselhável uma redução de peso.

A ausência de quaisquer sintomas durante a fase inicial da doença faz da medição regular da tensão arterial um hábito a seguir. Todos os adultos, em particular os obesos, os diabéticos e os fumadores ou com história de doença cardiovascular na família, devem medir a sua pressão arterial pelo menos uma vez por ano.

Quais os sintomas que estão associados à doença?

Regra geral, nos primeiros anos, a hipertensão arterial não provoca quaisquer sintomas, à excepção de valores tensionais elevados, os quais se detectam através da medição da pressão arterial.

Em alguns casos, a hipertensão arterial pode, contudo, manifestar-se através de sinais como a ocorrência de cefaleias, tonturas ou um mal-estar vago e difuso, que são comuns a muitas outras doenças.

Com o decorrer dos anos, a pressão arterial acaba por lesar os vasos sanguíneos e os órgãos vitais (o cérebro, o coração e os rins), provocando sintomas e sinais de alerta vários.

Como se faz o diagnóstico da doença?

O diagnóstico é feito através da medição da pressão arterial e pela verificação de que os seus níveis estão acima do limite normal. Contudo, um valor elevado isolado não é sinónimo de doença. Só é considerado hipertenso um indivíduo que tenha valores elevados em, pelo menos, três avaliações seriadas.

Compete ao médico fazer o diagnóstico da doença, uma vez que a pressão arterial num adulto pode variar devido a factores como o esforço físico ou o stress, sem que tal signifique que o indivíduo sofre de hipertensão arterial.

Quais as formas de tratamento?

Não há uma cura para a hipertensão arterial. Contudo, apesar de ser uma doença crónica, na maioria dos casos é controlável.

A adopção de um estilo de vida saudável proporciona geralmente uma descida significativa da pressão arterial.

A diminuição do consumo do sal reduz a pressão arterial em grande número de hipertensos.

A prática regular de exercício físico pode reduzir significativamente a pressão arterial. O exercício escolhido deve compreender movimentos cíclicos (marcha, corrida, natação ou dança são boas escolhas). Mas os hipertensos devem evitar actividades que aumentem a pressão arterial durante o esforço, como levantar pesos, por exemplo. 

Se algum tempo depois de ter posto em prática estas medidas não tiver registado uma descida adequada da pressão arterial, torna-se necessário recorrer ao tratamento farmacológico. Convém sublinhar que os medicamentos não curam a hipertensão arterial, apenas ajudam a controlar a doença. Por isso, uma vez iniciado o tratamento, ele deverá ser, em princípio, mantido ao longo de toda a vida.

Felizmente, já existem muitos medicamentos eficazes na redução da pressão arterial. Compete ao médico decidir qual o fármaco mais apropriado para iniciar o tratamento. Em alguns casos, não basta apenas um fármaco, sendo necessária uma medicação combinada. Noutros casos, os doentes não toleram a medicação indicada, pelo que devem contactar novamente o médico para que ele a substitua por outra.

 

 

 

 

 

 

 

publicado por terramena às 16:42

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A NOVA RODA DOS ALIMENTOS

   
 

Conheça o que mudou na Roda dos Alimentos e aprenda a comer de uma forma mais variada, equilibrada e completa..

     
 
   
 
     
 

A Roda dos Alimentos é um instrumento de educação alimentar destinado à população em geral. Esta representação gráfica foi concebida para orientar as escolhas e combinações alimentares que devem fazer parte de um dia alimentar saudável.

Utilizada desde 1977, como parte da Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”, a Roda dos Alimentos sofreu recentemente uma reestruturação, motivada pela evolução dos conhecimentos científicos e pelas alterações nos hábitos alimentares portugueses.

Mantendo o formato circular original, associado ao prato vulgarmente utilizado às refeições, a nova versão subdivide alguns dos anteriores grupos e estabelece porções diárias equivalentes, para além de incluir a água no centro desta nova representação gráfica.

A nova Roda dos Alimentos é composta por sete grupos, com funções e características nutricionais específicas:

  • Cereais e derivados, tubérculos – 28%
  • Hortícolas – 23%
  • Fruta – 20%
  • Lacticínios – 18%
  • Carne, pescado e ovos – 5%
  • Leguminosas – 4%
  • Gorduras e óleos – 2%

Dentro de cada divisão estão reunidos alimentos nutricionalmente semelhantes entre si, para que possam ser regularmente substituídos, assegurando a variedade nutricional e alimentar.

No site da Direcção-Geral da Saúde estão disponíveis mais informações sobre a roda dos alimentos e outras informações sobre alimentação, tais como: as recomendações nutricionais e alimentares para a população portuguesa, princípios para uma alimentação saudável, como diminuir o consumo de gordura, açúcar e sal, e como aumentar o consumo de hortaliças, legumes e frutos

Jorge silva

 

Tlm:93 710 9000

 

Telefone: 256 336 104

 

Web Site:

www.terramena.net
Email:
terramena@iol.pt


Blogs:

http://terramena.blogs.sapo.pt

 

 

publicado por terramena às 16:40

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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

ALCOOLISMO

ALCOOLISMO
DROGADIÇÕES

ALCOOLISMO

O alcoolismo é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo. Segundo estatísticas americanas, atinge 14% de sua população e no Brasil estima-se que entre 10 a 20% da população sofra deste mal. O álcool é classificado como um depressor do sistema nervoso central.

Efeitos físicos

Os efeitos físicos ocasionados pelo álcool são:

Diminuição dos reflexos.
O uso a longo prazo aumenta o risco de doenças como o câncer na língua, boca, esôfago, laringe, fígado e vesícula biliar.
Pode ocasionar hepatite, cirrose, gastrite e úlcera.
Quando usado em grande quantidade pode ocasionar danos cerebrais irreversíveis.
Pode causar problemas cardíacos e de pressão arterial.
Pode levar à desnutrição.
É uma causa conhecida de malformação congênita quando usado durante a gestação.

Efeitos emocionais

Os efeitos emocionais e comportamentais são:

Perda da inibição, sendo que pessoa intoxicada com álcool pode fazer coisas que normalmente não faria, como, por exemplo, dirigir um carro em alta velocidade.
Alteração do humor, ocasionando raiva, comportamento violento, depressão e até mesmo suicídio
Pode resultar em perda de memória.
Prejuízo na vida familiar do alcoolista, ocasionando desentendimento entre o casal, e problemas emocionais a longo prazo nas crianças.
Diminuição da produtividade no trabalho.

Como a pessoa desenvolve alcoolismo?

Um indivíduo pode tornar-se alcoolista devido a um conjunto de fatores, incluindo predisposição genética, estrutura psíquica, influências familiares e culturais. Sabe-se que homens e mulheres têm 4 vezes mais probabilidade de ter problemas com álcool se seus pais foram alcoolistas.

Geralmente está associado a outras condições psiquiátricas como transtornos de personalidade, depressão, transtorno afetivo bipolar (antiga psicose maníaco depressiva), transtornos de ansiedade e suicídio.

Efeitos do álcool

Intoxicação por álcool

Os sintomas dependem da concentração de álcool no sangue. No início do quadro a pessoa pode tornar-se séria e retraída, ou falante e alegre. Podem ocorrer crises de riso ou choro. Em geral ocorre sonolência. Gradativamente o indivíduo começa a perder a coordenação motora, apresentando dificuldade para falar e caminhar. Os reflexos tornam-se mais lentos. Intoxicações graves com concentrações maiores de álcool no sangue podem levar ao coma, depressão respiratória e morte.

Intoxicação patológica

Caracteriza-se por intensas mudanças de comportamento e agressividade após a ingestão de uma pequena quantidade de álcool. A duração é limitada, sendo comum o black out (amnésia). Pela violência das manifestações pode ser necessário até internar o paciente além de medicá-lo.

Abstinência ao álcool

Ocorre em pacientes que fazem uso de álcool em grande quantidade e por tempo prolongado, e que param de consumir a bebida. Os primeiros sintomas de abstinência iniciam 12 horas após parar de beber. O sintoma mais comum são os tremores, acompanhados de irritabilidade, náuseas, vômitos, ansiedade, sudorese, pupilas dilatadas e taquicardia. Pode evoluir para uma condição clínica mais grave chamada Delirium por abstinência de álcool (antigo Delirium Tremens)

Delirium

É uma emergência médica e, quando não tratado adequadamente, pode levar o paciente a convulsões e morte em até 20% dos casos. Inicia geralmente na semana em que o paciente pára de beber. O paciente apresenta taquicardia, sudorese, febre, ansiedade, insônia. Pode apresentar alucinações, como, por exemplo, enxergar insetos ou outros pequenos bichos na parede. O nível de consciência do paciente "flutua" desde um estado de hiperatividade até um de letargia.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através de uma anamnese (entrevista) com o paciente e sua família e exame físico. Os exames de laboratório não servem para diagnosticar alcoolismo, porém podem dar "pistas" se o paciente faz uso crônico de álcool, e conseguem dar uma idéia aproximada do grau de lesão de alguns órgãos ocasionado pelos efeitos tóxicos do álcool, como por exemplo no fígado.

Como se trata?

Em primeiro lugar é preciso esclarecer que não existe um tratamento ideal para o alcoolismo. Por isso os casos devem ser considerados individualmente, e a partir de um bom exame clínico, deve-se indicar o tratamento mais apropriado para cada paciente de acordo com o grau de dependência e do ponto de desenvolvimento da doença em que se encontra a pessoa.

É preciso lembrar que as recaídas são comuns nos pacientes alcoolistas. Na grande maioria dos casos, o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, tendendo a negar o uso ou mesmo a sua dependência dela. Nestes casos, pode-se começar o tratamento ajudando o paciente a reconhecer seu problema e a necessidade de tratar-se e de tentar abster-se do álcool. A indicação de internação, pelo menos como fase inicial de desintoxicação, costuma ser a regra.

A nível de ambulatório, os tratamentos disponíveis são:

a psicoterapia cognitivo comportamental e
a psicoterapia de orientação analítica
realizadas individualmente ou em grupo.

Os grupos de auto-ajuda, como os Alcoólicos Anônimos têm-se mostrado uma das alternativas mais eficazes no tratamento do paciente alcoolista e no acompanhamento de sua família, o que costuma ser indispensável para o bom andamento do tratamento. Algumas medicações podem ser utilizadas para causar uma reação física violenta se a pessoa ingere álcool ou ainda bloquear a vontade e o prazer de beber.

DROGADIÇÕES

Existe um número muito grande de substâncias utilizadas como drogas, que podem ser classificadas de diferentes maneiras. Abaixo encontramos apenas informações sobre as drogas de maior significado pela freqüência e disseminação de uso.

Canabinóis (Maconha e Haxixe)

Está entre as drogas mais usadas. O seu princípio ativo é o THC (tetra hidrocanabinol). Essas substâncias são preferentemente fumadas. Seus efeitos físicos são taquicardia, olhos avermelhados, boca seca, tremores de mãos, além de prejuízo da coordenação motora e da força muscular.

Seus efeitos psíquicos são variáveis. Em geral provocam relaxamento, diminuição da ansiedade, aumento do apetite, euforia, alteração da percepção do tempo e do espaço. Em função disso, pode facilitar a ocorrência de acidentes automobilísticos graves.

Em doses mais altas podem ocorrer delírios, alucinações com perda do sentido de realidade, além de sentimentos de perseguição. É considerada uma droga de "rua", "leve", porque não existe descrição de dependência física. No entanto, seu uso crônico pode dar origem à chamada síndrome amotivacional pelo prejuízo da memória de fixação, causando desinteresse, desmotivação para a vida quotidiana com sérios prejuízos à integração social, escolar ou profissional do indivíduo.

Estimulantes do SNC (Cocaína, crack , êxtase e Anfetaminas) São substâncias cujo efeito predominante é o estímulo do cérebro pelo bloqueio de células inibitórias ou pela liberação de substâncias neuro-transmissoras (substâncias liberadas por uma célula cerebral para estimular outras).

A cocaína pode ter diferentes efeitos conforme a via de administração. A via intravenosa e o fumar (na forma de crack) tem efeitos mais rápidos e intensos do que a inalatória (cheirar). Seus efeitos físicos são aumento da pressão arterial, temperatura, tremor de extremidades e midríase(dilatação da pupila).

Os efeitos psíquicos são sensação de bem estar, euforia, aumento da autoconfiança, hiperatividade, desinibição, abolição da fome e da sensação de cansaço. Com aumento da dose aparece ansiedade, irritabilidade, apreensão, desconfiança, podendo chegar a delírios e alucinações tanto auditivas quanto visuais.

Em usuários crônicos foi descrito um quadro de letargia, hipersonia, irritabilidade, humor depressivo que, em casos graves, pode até chegar ao suicídio. A cocaína desenvolve uma compulsão muito forte ("fissura") nos seus usuários. No uso injetável pode causar arritmias cardíacas, convulsões, flebites, endocardites, além de AIDS, síndromes que são todas potencialmente fatais. Por via nasal pode causar atrofia da mucosa nasal ou mesmo perfurações no septo nasal.

As anfetaminas são também muito utilizadas sob forma de comprimidos anorexígenos, muitas vezes prescritos como coadjuvantes de tratamentos para emagrecer. Em geral, elas causam efeitos físicos e psíquicos semelhantes à cocaína. Podem também desencadear ataques típicos de pânico.

Benzodiazepínicos e Outros Tranqüilizantes

São os medicamentos mais prescritos no mundo atualmente e utilizados como sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos. Aproximadamente 90% dos pacientes clínico-cirúrgicos hospitalizados recebem essas drogas. São substâncias com utilidade clínica, porém, têm importante potencial para abuso porque apresentam tolerância, dependência psíquica e dependência física.

Seu efeito é a depressão do sistema nervoso central, caracterizando-se por sonolência, níveis variáveis de sedação e relaxamento muscular. Provocam prejuízo da memória e do desempenho psicomotor. Em doses muito elevadas podem causar intoxicações com sedação acentuada, arritmias cardíacas e depressão respiratória. De acordo com o tipo e freqüência de uso que a pessoa faz, esse comportamento pode ser considerado como uso recreativo, uso abusivo e dependência.

O uso recreativo ocorre mais freqüentemente na adolescência, quando o interesse por sensações e prazeres diferentes acaba fazendo parte do próprio desenvolvimento do adolescente e facilita o contato com substâncias diferentes. O uso abusivo implica em que o usuário se exponha a riscos em decorrência do uso, busca ou efeito da droga, como por exemplo, dirigir sob efeito de álcool, que além de ser crime, coloca em risco a sua vida e a de outras pessoas.

Quando o uso abusivo torna-se freqüente, a pessoa pode desenvolver um quadro de dependência, no qual a vida passa a girar em torno da obtenção e do uso da substância, deixando de lado atividades diárias como trabalho, família, eventos sociais, escola. Muitas vezes o dependente comete atos delinqüentes a fim de conseguir sustentar o vício.

TRATAMENTO DAS DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS

Não existe tratamento universal para as farmacodependências; nenhuma modalidade terapêutica mostra-se claramente superior para todos os pacientes. Entretanto, existem alguns princípios comuns que devem estar presentes em qualquer abordagem terapêutica:

qualquer tratamento requer uma longa duração uma vez que se trata de uma doença crônica;
o tratamento deve ser voluntário para se obter melhores resultados;
os tratamentos compulsórios devem ser a exceção já que, na sua maioria, esses pacientes não podem ser considerados legalmente incapazes;
o envolvimento familiar é de suma importância tanto para promover a desmistificação da existência de culpados pela drogadição, quanto para melhorar as relações familiares,
sempre abaladas por sentimentos de raiva, frustração e culpa, tão comuns nestas situações.
esquematicamente cada tratamento compõe-se de três fases: busca da abstinência,
tratamento das complicações da drogadição e prevenção das recaídas.

O envolvimento de uma equipe multidisciplinar, com psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, entre outros, costuma obter maior sucesso no tratamento do que o trabalho individual destes profissionais.

O tratamento tem como objetivos a abstinência, a prevenção de recaídas e o retorno à funcionalidade prévia em todos os âmbitos: social, profissional e familiar.

publicado por terramena às 18:07

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DEPRESSÃO PÓS-PARTO

 

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DEPRESSÃO PÓS-PARTO

O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado no ciclo de vida da mulher. A depressão pós-parto, também conhecida como postpartum blues, pode se manifestar com intensidade variável, tornando-se um fator que dificulta o estabelecimento de um vínculo afetivo seguro entre mãe e filho, podendo interferir nas futuras relações interpessoais estabelecidas pela criança.

Apesar das controvérsias, vários fatores podem ser mencionados como possível causa da depressão pós-parto, entre eles:

Fatores biológicos

São os resultantes da grande variação nos níveis de hormônios sexuais (estrogênio e progesterona) circulantes e de uma alteração no metabolismo das catecolaminas causando alteração no humor, podendo contribuir para a instalação do quadro depressivo.

Fatores psicológicos

São os originados de sentimentos conflituosos da mulher em relação:
 

a si mesma, como mãe
ao bebê
ao companheiro
a si mesma, como filha de sua própria mãe

Outros fatores, relacionados às condições do parto, à situação social e familiar da mulher gerando sobrecarga, também podem desencadear esses distúrbios.

Sintomatologia

A intensidade dos sintomas geralmente define os diferentes quadros depressivos do período pós-parto. A depressão pós-parto (Postpartum blues), é um distúrbio emocional comum, podendo ser considerada uma reação esperada no período pós-parto imediato e que geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento da criança. Entre 50% a 80% de todas as mulheres apresentarão reações emocionais.

Os sintomas incluem crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória. As reações emocionais não psicóticas ocorridas no período de pós-parto se resolvem espontaneamente em até seis meses, sendo que o manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos, enfatizando a normalidade da sua alteração.

Psicose Puerperal e Síndrome Depressiva Crônica

São quadros depressivos que também ocorrem no período do pós-parto.

Na Psicose Puerperal, os sintomas aparecem nos três primeiros meses pós-parto e são mais intensos e duradouros, com episódios psicóticos, necessitando acompanhamento psicológico e internação hospitalar.

A Síndrome Depressiva Crônica é um episódio depressivo e não psicótico, com humor disfórico, distúrbio do sono, modificação do apetite, fadiga, culpa excessiva e pensamentos suicidas. O tratamento deve ser psicológico e medicamentoso, pois os sintomas podem persistir por até um ano.

Desde o século passado existem publicações sobre os transtornos do período pós-parto e, apesar do assunto ainda causar controvérsias, é importante o seu diagnóstico precoce, ajudando as mulheres na resolução de seus conflitos para o estabelecimento de vínculos adequados entre a mãe e seu filho.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Meu filho nasceu há poucos dias, estou me sentindo muito triste e incapaz de cuidar dele, isto é normal?

Por que a mulher tem um risco maior de crises depressivas no pós-parto?

Qual o período para determinar uma depressão pós-parto?

Qual a causa da depressão pós-parto?

Quando a depressão pós-parto deve ser tratada com medicamentos?

 

Jorge silva

 

Tlm:93 710 9000

 

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publicado por terramena às 18:02

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SEXO e ESCOLA

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SEXO e ESCOLA

Novas Funções da Escola na Orientação Sexual dos Jovens

Participação Popular: médico, educador e família - esforço conjunto

Participação Popular, Social e Comunitária são fundamentais.

Essa foi a máxima discutida na 11ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília em novembro do ano de 2000. A medicina, bem como a área específica da psiquiatria e da sexologia, tem enfrentado grandes desafios, acompanhando a realidade de amplas inovações da tecnologia da informação (como a Internet, por exemplo) e do inigualável avanço científico dos últimos 30 anos. A aplicação de todos esses conhecimentos ultrapassou há muito o âmbito acadêmico e assistencial. Hoje, esforços conjuntos e multidisciplinares são, não só necessários, como também imprescindíveis para pacientes e comunidades em geral.

Em um mundo cheio de transformações, nos questionamos se nossas funções, tais como as conhecemos (como pais, educadores, agentes de saúde), estão de acordo com a realidade social. Parece-nos fundamental a reavaliação desses preceitos.

A migração dos meios de produção e de oportunidades de trabalho, dos centros rurais para os urbanos, trouxe consigo um novo estilo de estrutura familiar - a família nuclear.

O papel da Escola passa a ser fundamental na medida em que grande parte do tempo do jovem é vivido dentro dos "muros da educação".

As tradicionais funções parentais de iniciação à educação de hábitos de higiene, alimentação, socialização, orientação sexual e desenvolvimento de personalidade das crianças e dos jovens estão sendo exercidas em grande parte pelos educadores, exatamente pela demanda de tempo que os pais têm em atividades produtivas fora do lar.

E a escola está preparada para desempenhar tais funções?

Com quem deve ficar a função da Orientação Sexual?

Os agentes de saúde aqui se tornam indispensáveis. A aplicação de conhecimentos especializados pode agregar grande valor ao desenvolvimento físico e emocional dos jovens e na elaboração dos conflitos que permeiam o amadurecimento. Atividades integradas entre as famílias, os educadores (Escolas) e os agentes de saúde tornam-se uma necessidade. Sem a participação da comunidade, o processo todo perde sua guia.

Atividades integradas
 

As Escolas devem buscar auxílio nas entidades que trabalham com Sexualidade Humana na própria cidade (se interior, procurar as da capital) para obtenção de informações de saúde pública no que tange à sexualidade humana e desenvolvimento psico-sexual e sobre profissionais que possam desenvolver atividades integradas e especializadas.
A elaboração de cursos, eventos, palestras e seminários sobre a sexualidade e seus diferentes enfoques deve ser planejada com a participação dos profissionais de saúde da área de sexologia, pais, educadores e representantes estudantis.
O enfoque deve ser dado de acordo com o contexto social de cada região, respeitando-se as tradições locais e a religião predominante e também conforme a idade do público alvo. Não adianta discutir inicialmente a anticoncepção com crianças que ainda não sabem o básico da atividade sexual. Deve-se ter em mente uma atividade progressiva.
Usar material audiovisual, atividades criativas e técnicas mais ativas como psicodrama para manter a atenção dos jovens.
Alguns tópicos devem ser sempre abordados: fisiologia dos órgãos sexuais, gravidez, anticoncepção e masturbação.
Atividades podem ser realizadas inicialmente para os pais, para orientação destes em relação à própria sexualidade, para depois introduzir-se a idéia de educação de seus filhos.
O assunto da sexualidade ainda apresenta muitos tabus, devendo ser questionado e discutido com delicadeza e sem imposição de valores.

Jorge silva

 

Tlm:93 710 9000

 

Telefone: 256 336 104

 

Web Site:

www.terramena.net
Email:
terramena@iol.pt


Blogs:

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publicado por terramena às 17:49

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SEGREDOS PARA UMA VIDA SEXUAL FELIZ - DICAS PARA OS HOMENS

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SEGREDOS PARA UMA VIDA SEXUAL FELIZ - DICAS PARA OS HOMENS

1) Use camisinha:

Esse é um habito que deveria ser conservado pra todo o sempre, mesmo depois que o namoro já foi oficializado. Sexo bom é sexo seguro e responsável que inclui pensar na própria saúde e na saúde da parceira. DST não tem cara e, além disso, a pessoa pode estar contaminada sem que apareça em exames e sem apresentar nenhum sintoma. Dessa forma, ela pode, mesmo sem saber, passar a doença adiante.

2) Respeite as diferenças entre a sexualidade masculina e feminina.

Enquanto os homens são mais genitalizados, a resposta delas na cama depende de outros fatores como os emocionais. Ela gosta e precisa receber carinhos além do momento do sexo. Mas ainda há muitos homens que confundem carinho com preliminares, sendo carinhosos quando querem sexo, sem manter a mesma postura em outros momentos.

Muitas vezes, ela precisa sentir-se conectada ao parceiro para não se sentir como se fosse um objeto sexual. Além disso, mesmo que o clitóris seja o centro da resposta orgástica, as zonas erógenas das mulheres são mais dispersas. Preste atenção na mulher como um conjunto e permita-se ver da mesma forma.

3) Deixe do lado de fora as cobranças externas. Nada de querer ser um atleta sexual:

Respeite o seu corpo. As mulheres esperam muito mais por carinho, atenção e cuidado do que um desempenho sexual incansável. Poucos homens sabem que fisiologicamente há um momento, exclusivamente masculino, logo após a ejaculação chamado de período refratário onde é impossível haver nova ereção.

Com o passar dos anos, esse tempo passa a ser mais longo levando preocupação e uma dose de frustração para os homens devido à valorização excessiva dada ao desempenho sexual onde a freqüência coital é tradução da sua capacidade de conquista sexual. Livre-se da obrigação de estar sempre disposto ou pensando sobre sexo. Nunca se esqueça de que quantidade não é qualidade.

4) Cuide da aparência:

É certo que os homens são seres visuais, mas as mulheres também são. É um traço da personalidade dos homens ter o chamado desejo visual, mas, ainda assim, a beleza masculina transformou-se em valor cultural. Hoje os homens se cuidam como as mulheres. Só não vale esquecer-se da sensibilidade e do carinho em nome da aparência física.

5) Aprenda com o seu corpo e aprenda sobre o corpo dela (e):

Descubra como funciona a sua resposta sexual. Descubra como funciona a resposta sexual dela (e) e como ela (e) gosta de ser tocada (o). Sexualidade é muito mais amplo do que pênis e vagina. Permita-se descobrir outros meios de sentir prazer, respeitando sempre os seus limites sexuais e os limites sexuais da (o) parceira (o).

6) A importância do tamanho do pênis:

Os homens têm uma relação de amor e ódio com o pênis. Diferentemente da segurança masculina, o prazer feminino não cresce na mesma proporção em que se aumenta o tamanho do pênis. Um pênis grande não é garantia de um bom desempenho sexual ou capacidade eretiva. A potência sexual depende de outras questões como disponibilidade, nível de excitação e entrega, ou seja, estar inteiro durante a relação sem que interferências de idéias gerem conflitos

publicado por terramena às 17:46

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SEGREDOS PARA UMA VIDA SEXUAL FELIZ - DICAS PARA AS MULHERES

 

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SEGREDOS PARA UMA VIDA SEXUAL FELIZ - DICAS PARA AS MULHERES

1) Use camisinha:

Esse é um habito que deveria ser conservado pra todo o sempre, mesmo depois que o namoro já foi oficializado. Sexo bom é sexo seguro e responsável que inclui pensar na própria saúde e na saúde do parceiro. DST não tem cara e, além disso, a pessoa pode estar contaminada sem que apareça em exames e sem apresentar nenhum sintoma. Dessa forma, ela pode, mesmo sem saber, passar a doença adiante.

2) Transe por você ou deixe de transar também:

A sexualidade é sua e não do outro. Não se dá sexo de presente pra ninguém. Muitas mulheres ainda estão em função do outro porque não se enxergam para estar em função de si: é preciso alguém que fale por ela, com ela, pra ela. Ainda assim, querer ouvir nem sempre é o suficiente, pois podem achar que o outro está mentindo pra agradar ou conseguir alguma coisa. São mulheres que não se amam porque simplesmente não existem sem um complemento.

3) Respeite suas vontades, desejos:

As mulheres criam um problema quando querem satisfazer os outros. Produzem expectativas e se decepcionam por não fazerem o que (realmente) querem. Por outro lado, muitas não se liberam de seus próprios tabus com medo da reação do parceiro e não experimentam o que sentem vontade de fazer. Acredite, sem preconceitos, que o momento deve ser curtido e permita que a censura e a auto-observação fiquem de lado.

4) Esteja de bem com seu corpo:

Uma dica importante e tão difícil nos dias de hoje, onde as mulheres se encontram em uma eterna insatisfação corporal. Porém, independentemente da forma que o seu corpo tenha é importante estar de bem com ele. Tal postura, muitas vezes, é conseqüência de uma mente saudável e não de um corpo perfeito.

5) Estimule-se:

Aprenda com o seu corpo (durante o banho ou na hora de dormir, por exemplo) e ajude o parceiro a se conectar com ele. Sexo é parceria, troca, cumplicidade. Ninguém leva uma bola de cristal pra cama. Não tenha vergonha de pedir. Explore seu corpo em diferentes pontos, sozinha e acompanhada. Brinque com ele.

Use muito as mãos, a boca, os dedos... e não apenas a vagina ou o pênis. Senão se tratar de uma rapidinha, onde a satisfação é apenas com a penetração e nada mais, onde o desejo é ter o outro rapidinho, ou seja, onde os dois já estão prontos, use o tempo que for preciso: curta as sensações, conecte-se com o que está acontecendo, sinta o prazer. Tente novas formas, horários, posições. Desperte o seu desejo. Pense em sexo durante o dia e perceba como o seu corpo reage ao que você sente.

6) Sinta o momento:

Não espere só pelo orgasmo. Ele depende de desejos, entregas, sem egoísmo ou obrigação. O orgasmo é conseqüência de um sexo saudável. A ansiedade de ir atrás do orgasmo atrapalha e tira a pessoa da relação. Esqueça o mundo ‘lá fora’ e concentre-se na sensação proporcionada. Orgasmo é descoberta e aprendizado. Esteja presente com todos os seus sentidos e não desista do seu prazer.

publicado por terramena às 17:44

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CICLO SEXUAL MASCULINO

 

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CICLO SEXUAL MASCULINO

Apesar do processo biológico da Resposta Sexual Humana referente aos estímulos eróticos ser unitário, eles são constituídos por uma continuação de fases passíveis de divisão didática, ou seja, são resultado da coordenação e integração de diferentes componentes singulares e relativamente independentes. A inibição de algum deles compromete a vivência de uma sexualidade completa e leva a diferentes síndromes clínicas com diferentes tratamentos. Quando há uma insatisfação persistente ou recorrente em alguma dessas fases, chamamos de disfunção sexual.

Não há muito tempo, a resposta sexual era entendida de forma integral. Ela era um evento único, o que fazia com que, devido ao desconhecimento das diferenças entre as fases, não houvesse uma diferenciação entre as várias entidades clínicas. Os homens eram chamados de impotentes e as mulheres de frígidas. Conforme a resposta sexual foi sendo mapeada, por alguns estudiosos, pode-se separá-la em fases. O primeiro deles foi Ellis (1897) que se focou na fisiologia da questão sexual. Mesmo que já se percebesse na época a importância da atração para a origem e conservação do ato, salientou somente a continuidade de reações orgânicas. Dividiu o ato sexual em duas fases: tumescência (acúmulo crescente de energia, marcada pela congestão sanguínea no aparelho genital) e detumescência (descongestão vascular que acompanha a descarga orgástica.)

O segundo esquema foi elaborado por dois pesquisadores americanos, Masters e Johnson (1966) numa teoria formulada em um laboratório, onde era possível pesquisar cientificamente as modificações do corpo durante a atividade sexual. Contaram com o apoio de pessoas voluntárias, que permitiram o monitoramento das atividades sexuais através de um aparelho criado para detectar alterações de cor e temperatura corporais. Concluiram, então, um padrão de resposta sexual para homens e mulheres, que nomearam de Ciclo da Resposta Sexual Humana, composto por 4 fases distintas, dividindo a anterior tumescência de Ellis em excitação e platô e a detumescência em orgasmo e resolução. Tal modelo preconizava que tanto o estímulo interno (pensamentos e fantasias) quanto o externo (provocado pelos 5 sentidos) promoveria a excitação.

Mas, o modelo de Masters e Johnson apresentava algumas imperfeições por não considerar os aspectos mais particulares e subjetivos da resposta sexual. Foi assim que mais tarde, aprimorando tal idéia, a psiquiatra Helen Kaplan, em 1979, complementou com uma terceira proposta, onde antecedendo à fase da excitação viria o desejo - importante para o desenrolar das fases posteriores e, com isso, propos um esquema trifásico:

No homem, a primeira resposta à estimulação sexual é a ereção peniana como resultado aos estímulos. Também ocorre o aumento da tensão muscular, dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea. Além disso, tal fase caracteriza-se pelo rubor sexual, aumento dos mamilos e por contrações musculares irregulares dos órgãos próximos aos genitais (bexiga, uretra e reto).

Desejo: Primeira fase do ciclo, onde os instintos são estimulados, mas não aparecem indícios orgânicos objetivos. É uma etapa subjetiva caracaterizada pela resposta sexual ao estímulo dos cinco sentidos e que incita a busca pela atividade sexual. Nos homens, a visão e o tato são de extrema importância no desencadear e no sustento do desejo sexual.
Excitação: A segunda fase do ciclo sexual caracteriza-se pelas respostas fisiológicas do corpo frente aos estímulos que dispararam anteriormente o desejo sexual. Há uma crescente excitação sexual, manifestada pelo binômio vasocongestão (aumento da quantidade de sangue acumulado em alguns órgãos do aparelho genital e extragenital) e miotonia (tensão muscular caracterizada pela crescente e involuntária contração das fibras musculares). Pode ser acelerada ou encurtada, prolongar-se por bastante tempo ou ser interrompida.
Orgasmo: Ocorre a liberação total das tensões anteriormente retidas, acompanhada de contrações musculares reflexas. Subjetivamente carateriza-se pela sensação de prazer sexual, perda da acuidade dos sentidos, sensação de desligamento do meio externo, seguida pela liberação, em poucos segundos, da vasocongestão e miotonia.

O orgasmo vêm acompanhado de uma contração muscular rítmica, com a emissão do esperma. Tal momento ocorre em duas fases. Na primeira, ocorre a saída do líquido seminal dos órgãos acessórios da reprodução (próstata, canal ejaculatório e vesícula seminal) em direção à uretra. Na segunda, há uma progressão do sêmen até o meato uretral (orifício na cabeça do pênis). A ejaculação, então, carateriza-se pela emissão do esperma através da uretra, devido a contração espasmódica de alguns músculos da região perineal.

Após a ejaculação, o homem fica resistente à nova estimulação sexual, sendo necessário um variável período de tempo para que nova ejaculação aconteça, ocorrendo o que chamamos de período refratário. Tal período é variável de homem para homem e aumenta conforme a idade do indivíduo.

publicado por terramena às 17:43

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